O que é um Sistema de Controle de Produção?
Um Sistema de Controle de Produção é uma solução utilizada para organizar, registrar e acompanhar as diferentes atividades envolvidas no processo produtivo de uma empresa. Na prática, ele ajuda a reunir informações que muitas vezes ficam espalhadas entre anotações, planilhas, documentos e diferentes setores da fábrica.
Quando as informações da produção estão centralizadas, torna-se mais simples entender o que está sendo fabricado, quais ordens já foram iniciadas, quais etapas ainda estão pendentes e quanto ainda precisa ser produzido para cumprir o planejamento.
Esse acompanhamento é especialmente importante em empresas que trabalham com várias Ordens de Produção ao mesmo tempo. Sem um controle organizado, a empresa pode encontrar dificuldades para descobrir rapidamente qual produto está em fabricação, quanto já foi produzido ou em qual etapa determinada ordem está localizada.
Com um Sistema de Controle de Produção, essas informações podem ser relacionadas diretamente às operações realizadas no chão de fábrica, criando um histórico mais estruturado sobre cada processo.
Entre os principais dados que podem ser acompanhados estão:
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Ordens de Produção abertas;
-
produtos que estão sendo fabricados;
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quantidades planejadas;
-
quantidades já produzidas;
-
etapas concluídas;
-
etapas ainda em andamento;
-
materiais utilizados;
-
perdas registradas;
-
datas previstas para produção;
-
situação atual de cada ordem.
Esse conjunto de informações permite que a empresa tenha uma visão mais clara daquilo que foi planejado e do que realmente aconteceu durante a fabricação.
Centralização das informações produtivas
Um dos pontos mais importantes no controle da produção é evitar que as informações fiquem distribuídas em vários locais.
Imagine uma fábrica em que o planejamento é feito em uma planilha, as quantidades produzidas são anotadas em papéis e as perdas são registradas posteriormente em outro documento. Nesse cenário, reunir todos os dados para saber a situação de uma Ordem de Produção pode consumir bastante tempo.
Quando os registros são centralizados, cada movimentação pode fazer parte de um mesmo fluxo produtivo. Assim, é possível acompanhar a ordem desde a sua liberação até a finalização da fabricação.
Essa organização também facilita consultas futuras. Caso seja necessário verificar como determinada produção foi realizada, a empresa pode consultar os registros relacionados à ordem e analisar as informações armazenadas.
Controle das Ordens de Produção
A Ordem de Produção funciona como uma referência para organizar aquilo que precisa ser fabricado. Nela podem estar informações como produto, quantidade prevista, materiais necessários, etapas do processo e prazo esperado.
O controle dessas ordens permite identificar situações diferentes dentro da fábrica, como:
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ordens aguardando início;
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ordens liberadas para fabricação;
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produção em andamento;
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etapas parcialmente concluídas;
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ordens interrompidas;
-
produção finalizada.
Ao utilizar um Sistema de Controle de Produção, a empresa consegue relacionar os apontamentos realizados diretamente à Ordem de Produção correspondente.
Isso ajuda a evitar que uma quantidade produzida seja registrada sem referência ao processo que a originou.
Registro das etapas de fabricação
Nem toda produção acontece em uma única operação. Dependendo do produto, ele pode passar por diversas etapas até ficar pronto.
Em uma confecção, por exemplo, determinado item pode passar por preparação do material, corte, costura, acabamento, revisão e embalagem. O acompanhamento dessas etapas ajuda a identificar onde cada ordem se encontra dentro do processo.
Se uma produção possui 1.000 unidades planejadas e apenas 400 já avançaram para determinada etapa, o registro permite visualizar que ainda existe uma quantidade aguardando processamento.
Essa informação ajuda a entender o fluxo da fábrica e pode indicar possíveis pontos de acúmulo.
Acompanhamento das quantidades produzidas
Outro aspecto importante é comparar a quantidade prevista com aquilo que já foi efetivamente fabricado.
Suponha que uma Ordem de Produção tenha sido criada para fabricar 800 unidades. Durante o dia, são registrados três apontamentos:
-
primeiro apontamento: 250 unidades;
-
segundo apontamento: 300 unidades;
-
terceiro apontamento: 200 unidades.
Nesse caso, foram registradas 750 unidades produzidas. Portanto, ainda existem 50 unidades relacionadas à quantidade inicialmente planejada.
Esse tipo de acompanhamento reduz a dependência de conferências manuais e facilita a identificação de ordens parcialmente concluídas.
Planejado x realizado na produção
Comparar planejamento e execução permite avaliar se aquilo que foi programado está acontecendo conforme o esperado.
Essa comparação pode envolver diferentes informações, como quantidade, prazo e tempo de fabricação.
Por exemplo, uma empresa pode planejar fabricar 500 unidades durante um turno, mas encerrar o período com apenas 430 unidades concluídas. A diferença de 70 unidades indica que existe um desvio entre planejamento e execução que merece ser analisado.
O objetivo não é apenas identificar que existe uma diferença, mas também entender suas possíveis causas. Falta de material, parada de máquina, atraso em uma etapa anterior ou quantidade elevada de perdas são alguns exemplos de situações que podem afetar o resultado.
O que é apontamento da produção?
O apontamento da produção é o registro das atividades que realmente aconteceram durante a fabricação. Enquanto o planejamento representa aquilo que a empresa pretende produzir, o apontamento demonstra aquilo que efetivamente foi realizado no chão de fábrica.
Esses registros são importantes porque transformam as atividades produtivas em informações que podem ser consultadas e analisadas.
Um apontamento pode informar, por exemplo:
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qual Ordem de Produção foi trabalhada;
-
qual produto estava sendo fabricado;
-
qual etapa foi executada;
-
quantidade produzida;
-
quantidade perdida ou rejeitada;
-
horário de início;
-
horário de término;
-
equipamento ou recurso utilizado;
-
situação da produção.
Quanto mais organizado for esse processo, maior tende a ser a confiabilidade das informações disponíveis para acompanhamento.
Quantidade produzida e quantidade perdida
O registro da quantidade produzida mostra quanto avançou dentro de determinada Ordem de Produção. Entretanto, também é importante separar aquilo que foi aprovado daquilo que apresentou algum tipo de perda.
Imagine uma operação em que 300 unidades passaram por determinada etapa, mas 12 foram rejeitadas. Registrar apenas as 300 unidades pode transmitir uma visão incompleta do resultado.
O apontamento pode diferenciar:
-
quantidade processada;
-
quantidade aprovada;
-
quantidade rejeitada;
-
quantidade perdida.
Dessa forma, a empresa consegue analisar não apenas o volume produzido, mas também o resultado obtido durante o processo.
Registro de início e término das atividades
O horário de início e término ajuda a compreender quanto tempo determinada atividade levou para ser executada.
Se uma operação começou às 8h e terminou às 11h, por exemplo, esse período pode ser relacionado à quantidade produzida durante a etapa.
Esse histórico pode auxiliar na comparação entre diferentes produções e no acompanhamento do tempo utilizado para executar determinados processos.
Também permite observar situações em que uma etapa está consumindo mais tempo do que o normalmente esperado.
Identificação da etapa executada
Registrar somente a quantidade fabricada nem sempre é suficiente. É importante indicar em qual etapa aquela quantidade foi produzida ou processada.
Esse cuidado torna o acompanhamento mais preciso.
Uma Ordem de Produção pode apresentar, por exemplo:
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500 unidades concluídas no corte;
-
420 unidades concluídas na costura;
-
350 unidades concluídas no acabamento.
Mesmo que a ordem continue ativa, é possível visualizar claramente como as quantidades estão distribuídas entre as diferentes etapas.
Máquina ou recurso utilizado no processo
Dependendo da estrutura da fábrica, também pode ser útil registrar qual máquina, equipamento ou recurso foi utilizado durante determinada atividade.
Essa informação ajuda a criar um histórico mais completo da produção e facilita consultas relacionadas ao processo executado.
Caso determinada operação apresente atrasos frequentes, por exemplo, os registros podem ajudar a verificar em quais recursos essas atividades foram realizadas e qual foi o tempo utilizado.
Situação da Ordem de Produção
Os apontamentos também ajudam a atualizar a situação das ordens conforme a fabricação avança.
Uma ordem pode passar por diferentes condições, como aguardando produção, iniciada, parcialmente produzida ou concluída.
Quando os registros são realizados ao longo das etapas, o acompanhamento deixa de depender apenas de verificações presenciais ou de informações transmitidas posteriormente.
Assim, a empresa consegue ter uma visão mais organizada do andamento da produção e utilizar os dados registrados para acompanhar quantidades, etapas, perdas e prazos de cada processo.
Por que o apontamento da produção é importante?
O apontamento da produção é uma das principais formas de acompanhar o que realmente acontece no chão de fábrica. Ele transforma as atividades executadas ao longo do processo produtivo em informações que podem ser consultadas, comparadas e analisadas posteriormente.
Sem esse registro, a empresa pode ter dificuldade para saber quanto já foi produzido, quais ordens ainda estão em andamento, onde existem atrasos ou quais etapas estão acumulando atividades.
Quando os apontamentos são feitos de maneira organizada, o acompanhamento da produção se torna mais preciso e menos dependente de informações transmitidas verbalmente ou de conferências manuais.
Um Sistema de Controle de Produção pode ajudar a centralizar esses registros e relacioná-los diretamente às Ordens de Produção.
Acompanhamento do andamento das ordens
Cada Ordem de Produção representa uma demanda que precisa ser executada dentro de determinado prazo e quantidade.
Com os apontamentos realizados ao longo do processo, fica mais fácil identificar:
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quais ordens ainda não foram iniciadas;
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quais estão em produção;
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quais estão parcialmente concluídas;
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quais etapas já foram finalizadas;
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quais ordens estão próximas do prazo;
-
quais foram concluídas.
Esse acompanhamento permite que a empresa tenha uma visão mais atualizada do fluxo produtivo.
Por exemplo, se uma ordem prevê a fabricação de 1.000 unidades e os registros indicam que apenas 600 foram produzidas, ainda existem 400 unidades pendentes. Esse dado ajuda no planejamento das próximas atividades.
Identificação de atrasos e gargalos
O apontamento também contribui para identificar etapas que estão levando mais tempo do que o previsto.
Um gargalo acontece quando determinado processo não consegue acompanhar o ritmo das demais etapas. Isso pode gerar acúmulo de produtos em andamento e atrasar a finalização das ordens.
Imagine que uma produção passe pelas etapas de corte, montagem e acabamento. Se o corte conclui 500 unidades por dia, mas o acabamento consegue processar apenas 300, haverá um acúmulo de itens aguardando a última etapa.
Os registros ajudam a perceber esse tipo de diferença.
Entre os sinais que podem ser observados estão:
-
ordens paradas por longos períodos;
-
etapas com tempo acima do previsto;
-
baixa quantidade produzida;
-
acúmulo entre processos;
-
atrasos frequentes;
-
diferenças entre planejamento e execução.
Ao identificar essas situações, os responsáveis podem analisar o que está causando o problema.
Melhor controle das quantidades
Outro benefício importante é saber exatamente quanto foi produzido em cada etapa.
Sem apontamentos estruturados, é possível que existam diferenças entre a quantidade planejada, a quantidade realmente fabricada e aquilo que foi registrado posteriormente.
Com um Sistema de Controle de Produção, os registros podem ser vinculados às respectivas ordens, ajudando a acompanhar o avanço das quantidades.
Por exemplo:
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quantidade planejada: 800 unidades;
-
quantidade produzida: 760 unidades;
-
quantidade rejeitada: 10 unidades;
-
quantidade aprovada: 750 unidades.
Esse detalhamento oferece uma visão mais realista do resultado obtido.
Apoio à análise de produtividade
O apontamento da produção também fornece dados que ajudam a entender o desempenho das atividades realizadas.
Quando a empresa registra quanto foi produzido e quanto tempo foi necessário para executar determinada operação, torna-se possível comparar diferentes períodos, produtos ou etapas.
Por exemplo, se uma etapa costuma produzir 200 unidades em duas horas, mas em determinado dia foram produzidas apenas 120 no mesmo período, existe uma diferença que pode ser analisada.
O objetivo desse acompanhamento é identificar variações relevantes e compreender suas causas.
Problemas com materiais, interrupções, ajustes de equipamentos ou mudanças no processo podem afetar os resultados.
Identificação de perdas e refugos
Nem tudo o que entra em produção se transforma em produto aprovado. Durante o processo podem ocorrer perdas, rejeições ou refugos.
Por isso, é importante registrar essas quantidades separadamente.
Imagine uma ordem de 500 unidades em que:
-
500 itens foram processados;
-
485 foram aprovados;
-
15 foram rejeitados.
Se somente a quantidade processada for registrada, a empresa poderá interpretar que toda a produção foi concluída com sucesso.
Ao separar as perdas, o acompanhamento se torna mais preciso.
Esses registros também ajudam a identificar etapas em que as perdas aparecem com maior frequência.
Informações para decisões de produção
Os apontamentos geram dados que podem ser utilizados no planejamento e na tomada de decisões relacionadas à fábrica.
Com informações atualizadas, os responsáveis conseguem avaliar quais ordens precisam de prioridade, quais etapas apresentam atraso e quais processos precisam ser revistos.
Esses dados também podem auxiliar na programação de novas ordens, na distribuição das atividades e no acompanhamento dos prazos.
A principal vantagem é trabalhar com informações registradas durante a execução, em vez de depender apenas de estimativas.
Quais informações devem ser registradas no apontamento?
Para que os registros sejam realmente úteis, é importante definir quais dados precisam ser informados em cada apontamento.
O nível de detalhamento pode variar conforme o tipo de produção, mas alguns dados são especialmente relevantes.
Número da Ordem de Produção
O número da Ordem de Produção permite identificar a qual processo o apontamento pertence.
Esse vínculo evita que quantidades, perdas ou tempos sejam registrados sem referência.
Quando cada lançamento está relacionado à ordem correta, fica mais simples consultar posteriormente todo o histórico daquela produção.
Produto fabricado
Também é necessário identificar qual produto está sendo produzido.
Empresas que trabalham com vários itens simultaneamente precisam dessa informação para diferenciar os registros.
O produto pode ser associado à descrição, código interno ou outra identificação utilizada pela empresa.
Etapa produtiva
Registrar a etapa executada ajuda a entender em qual ponto do processo a produção se encontra.
Em uma indústria, por exemplo, o fluxo pode envolver:
-
preparação;
-
corte;
-
montagem;
-
acabamento;
-
inspeção;
-
embalagem.
Cada etapa pode possuir um apontamento próprio.
Assim, a empresa consegue visualizar não apenas quanto foi produzido, mas também onde cada quantidade está dentro do processo.
Quantidade planejada e quantidade realizada
Essas duas informações permitem fazer uma comparação direta entre aquilo que deveria ser produzido e aquilo que realmente foi concluído.
Se uma operação estava programada para 600 unidades e foram realizadas 540, existe uma diferença de 60 unidades.
Esse tipo de comparação ajuda a acompanhar o desempenho das ordens ao longo do tempo.
Perdas e refugos
As perdas também devem ser registradas separadamente.
O ideal é informar:
-
quantidade perdida;
-
quantidade rejeitada;
-
etapa em que ocorreu;
-
motivo, quando disponível.
Esses dados ajudam a entender onde estão acontecendo os principais desperdícios durante a fabricação.
Tempo utilizado na operação
Registrar o tempo de execução ajuda a compreender quanto cada atividade realmente consumiu.
Podem ser considerados dados como:
-
horário de início;
-
horário de término;
-
duração total;
-
interrupções, quando aplicável.
Esse acompanhamento permite comparar diferentes execuções de uma mesma etapa.
Materiais consumidos
Dependendo do processo, também pode ser importante registrar quais materiais foram utilizados durante a produção.
Essa informação ajuda a relacionar consumo e quantidade produzida.
Se o consumo realizado estiver muito diferente do previsto, a empresa pode investigar possíveis desperdícios, ajustes ou divergências no processo.
Data e horário do registro
A data e o horário permitem organizar os apontamentos em ordem cronológica.
Com isso, fica mais fácil identificar quando determinada operação ocorreu e acompanhar a evolução de uma Ordem de Produção ao longo dos dias.
Esse histórico ajuda a montar uma visão mais completa do processo, mostrando quando cada etapa foi iniciada, atualizada ou finalizada.
Como um Sistema de Controle de Produção melhora os apontamentos?
Um Sistema de Controle de Produção ajuda a tornar os apontamentos mais organizados, padronizados e fáceis de consultar. Em vez de depender de papéis, planilhas separadas ou informações repassadas verbalmente, a empresa consegue concentrar os registros em um único fluxo de acompanhamento.
Essa mudança facilita a rotina do chão de fábrica e também melhora a qualidade dos dados utilizados no planejamento.
Quando os registros são feitos de maneira organizada, torna-se mais simples saber:
-
o que foi produzido;
-
quanto foi produzido;
-
em qual etapa a ordem se encontra;
-
quanto tempo foi utilizado;
-
quais perdas ocorreram;
-
qual quantidade ainda falta;
-
se existem atrasos ou desvios.
O principal objetivo é transformar as atividades realizadas durante a fabricação em informações úteis para o acompanhamento da produção.
Substituição de anotações dispersas
Em muitas empresas, parte das informações pode ficar registrada em papéis, cadernos, planilhas ou documentos diferentes.
Esse modelo aumenta a dificuldade de encontrar informações quando elas são necessárias.
Um operador pode registrar uma quantidade em uma folha, enquanto outro setor mantém o andamento da Ordem de Produção em uma planilha. Depois, alguém precisa reunir os dados para entender a situação real da produção.
Com um Sistema de Controle de Produção, os apontamentos podem ficar associados diretamente à ordem correspondente.
Isso reduz a necessidade de procurar informações em vários locais e facilita a consulta do histórico produtivo.
Padronização dos registros
Outro ponto importante é a padronização.
Quando cada pessoa registra as informações de uma forma diferente, podem surgir dificuldades para interpretar os dados.
Um operador pode informar apenas a quantidade produzida, enquanto outro registra quantidade, tempo e perdas. Esse tipo de diferença dificulta comparações.
Ao definir campos e informações que devem ser preenchidos em cada apontamento, a empresa cria um padrão.
Por exemplo, todo registro pode conter:
-
número da Ordem de Produção;
-
etapa executada;
-
quantidade realizada;
-
quantidade perdida;
-
horário de início;
-
horário de término;
-
observação sobre a operação.
Dessa maneira, os dados ficam mais consistentes.
Atualização das informações produtivas
Os apontamentos também ajudam a manter as informações da produção atualizadas conforme as atividades são executadas.
Imagine uma Ordem de Produção com 1.000 unidades previstas.
Durante o dia, podem ocorrer diferentes registros:
-
300 unidades produzidas pela manhã;
-
250 unidades produzidas no período seguinte;
-
200 unidades no último apontamento.
Ao acompanhar esses registros, é possível saber que 750 unidades já foram produzidas e que ainda existem 250 pendentes.
Quanto mais próximo o registro estiver do momento em que a atividade ocorreu, mais atualizada tende a ficar a visão sobre a produção.
Histórico das operações realizadas
Cada apontamento também pode formar um histórico da Ordem de Produção.
Esse histórico permite consultar o que aconteceu desde o início até a finalização do processo.
É possível verificar, por exemplo:
-
quando a produção começou;
-
quais etapas foram realizadas;
-
quanto foi produzido em cada período;
-
quais perdas foram registradas;
-
quando determinada etapa terminou;
-
quanto tempo foi utilizado.
Esse conjunto de informações pode ser útil para analisar produções anteriores e comparar resultados.
Consulta rápida das Ordens de Produção
A consulta das ordens é outra atividade que pode se tornar mais simples.
Em vez de verificar diferentes documentos para descobrir a situação de uma produção, os responsáveis podem consultar os registros relacionados à ordem.
Uma Ordem de Produção pode apresentar situações como:
-
aguardando início;
-
em fabricação;
-
parcialmente concluída;
-
aguardando determinada etapa;
-
concluída.
Essa visualização ajuda no acompanhamento diário e permite identificar rapidamente quais ordens precisam de mais atenção.
Redução de informações incompletas ou duplicadas
Registros manuais podem apresentar problemas como dados repetidos, campos não preenchidos ou informações divergentes.
Por exemplo, a mesma quantidade pode ser lançada duas vezes ou uma produção pode ser registrada sem indicar a etapa correspondente.
A padronização dos apontamentos ajuda a diminuir esse tipo de ocorrência.
Além disso, a centralização facilita a identificação de registros que precisam ser revisados.
Quanto mais completas forem as informações, mais confiável será a análise da produção.
Como acompanhar o planejado x realizado?
A comparação entre planejado e realizado mostra se a produção está acontecendo conforme aquilo que foi programado.
Esse acompanhamento pode envolver quantidade, prazo e tempo de execução.
O objetivo é identificar diferenças durante o processo, e não apenas depois que a Ordem de Produção já foi finalizada.
Um Sistema de Controle de Produção pode reunir os dados planejados e os apontamentos realizados para facilitar essa comparação.
Comparação entre quantidade programada e produzida
A quantidade é um dos principais pontos de análise.
Imagine uma ordem programada para produzir 700 unidades.
Durante o acompanhamento, os registros mostram:
-
quantidade programada: 700 unidades;
-
quantidade produzida: 620 unidades;
-
quantidade pendente: 80 unidades.
Essa diferença permite identificar que a meta da ordem ainda não foi atingida.
Também é possível acompanhar a evolução durante o processo.
Se a produção deveria chegar a 350 unidades até metade do turno, mas foram registradas apenas 260, o desvio pode ser identificado antes do encerramento das atividades.
Avaliação do prazo previsto e realizado
O prazo também precisa ser comparado.
Uma Ordem de Produção pode ter uma data prevista para início e outra para conclusão.
Durante a execução, a empresa pode verificar se o cronograma está sendo cumprido.
Por exemplo:
-
início previsto: segunda-feira;
-
início realizado: segunda-feira;
-
término previsto: quarta-feira;
-
término realizado: quinta-feira.
Nesse caso, houve diferença entre o prazo planejado e o realizado.
O próximo passo é identificar o que provocou esse atraso.
Tempo planejado x tempo utilizado
Além da data de conclusão, é importante analisar quanto tempo foi necessário para cada operação.
Uma etapa pode ter sido planejada para durar três horas, mas consumir quatro horas e meia.
Essa diferença pode estar relacionada a diversos fatores, como:
-
ajustes de equipamento;
-
falta de material;
-
interrupções;
-
dificuldade na operação;
-
quantidade de perdas;
-
espera entre processos.
O registro do tempo ajuda a identificar essas variações.
Identificação de diferenças durante a fabricação
O acompanhamento planejado x realizado não deve acontecer somente no final da produção.
Quanto antes uma diferença for identificada, maior a possibilidade de avaliar o que está acontecendo.
Alguns sinais importantes são:
-
produção abaixo da quantidade prevista;
-
etapa demorando mais do que o planejado;
-
aumento das perdas;
-
ordem parada;
-
atraso na movimentação entre etapas;
-
quantidade pendente maior do que a esperada.
Esses dados permitem acompanhar o andamento da produção com mais clareza.
Análise das causas dos desvios
Identificar a diferença é apenas uma parte do processo.
Também é importante entender por que o resultado ficou diferente do planejado.
Imagine que a fábrica esperava produzir 1.000 unidades, mas encerrou o dia com 820.
O desvio de 180 unidades pode ter várias causas.
Entre elas:
-
atraso no início da produção;
-
indisponibilidade de material;
-
parada de equipamento;
-
etapa anterior não finalizada;
-
aumento do tempo de operação;
-
perda acima do previsto.
Ao registrar essas ocorrências, a empresa pode compreender melhor o comportamento do processo produtivo.
Reprogramação das atividades
Quando uma diferença relevante é identificada, pode ser necessário ajustar a programação.
Uma ordem atrasada pode exigir mudanças na sequência das atividades ou no planejamento dos próximos períodos.
Por exemplo, se faltam 150 unidades para concluir uma Ordem de Produção, a empresa pode analisar a capacidade disponível e programar a quantidade restante para o próximo turno.
A reprogramação deve considerar o andamento das outras ordens para evitar novos atrasos.
Esse acompanhamento contínuo ajuda a manter o planejamento alinhado com aquilo que realmente está acontecendo no chão de fábrica.
Principais informações do apontamento da produção
Para que o acompanhamento seja realmente útil, os registros precisam reunir informações que permitam entender o que foi planejado, o que já foi executado e quais diferenças surgiram durante a fabricação.
| Informação | O que acompanhar |
|---|---|
| Ordem de Produção | Número da ordem, situação atual e andamento |
| Produto | Item que está sendo fabricado |
| Quantidade planejada | Volume previsto para a produção |
| Quantidade produzida | Volume efetivamente realizado |
| Perdas | Refugos, descartes e desperdícios registrados |
| Tempo de produção | Horário de início, término e duração da atividade |
| Etapa produtiva | Processo ou operação que está sendo executada |
| Materiais utilizados | Quantidade de materiais consumidos durante a fabricação |
Esses dados ajudam a comparar o planejamento com a execução e facilitam a identificação de atrasos, perdas, diferenças de quantidade e etapas que precisam de maior acompanhamento.
Quando essas informações ficam centralizadas em um Sistema de Controle de Produção, a consulta das Ordens de Produção se torna mais organizada, permitindo visualizar com mais clareza o andamento das atividades no chão de fábrica.
Como identificar atrasos e gargalos na produção?
Identificar atrasos e gargalos é essencial para entender por que determinadas Ordens de Produção não avançam conforme o planejado. Esses problemas podem surgir em diferentes pontos do processo e, quando não são acompanhados, acabam afetando prazos, quantidades e o fluxo entre as etapas.
Um Sistema de Controle de Produção ajuda a reunir os registros necessários para comparar o que deveria acontecer com aquilo que realmente ocorreu no chão de fábrica.
Etapas com tempo acima do previsto
Uma das formas mais simples de identificar um possível gargalo é comparar o tempo planejado com o tempo realmente utilizado.
Se determinada etapa costuma ser concluída em duas horas, mas começa a levar quatro ou cinco horas com frequência, existe um sinal de que algo precisa ser analisado.
Essa diferença pode estar relacionada a:
-
dificuldade operacional;
-
baixa capacidade da etapa;
-
retrabalho;
-
ajustes frequentes;
-
indisponibilidade de equipamentos;
-
falta de materiais;
-
espera por uma etapa anterior.
O importante é observar se o atraso acontece de forma pontual ou recorrente.
Ordens de Produção paradas
Ordens que permanecem muito tempo sem movimentação também podem indicar problemas.
Uma ordem pode estar aberta, mas sem novos apontamentos por várias horas ou dias. Nesse caso, é importante identificar o motivo da parada.
Entre as causas mais comuns estão:
-
falta de matéria-prima;
-
equipamento indisponível;
-
ausência de uma etapa anterior concluída;
-
necessidade de correção;
-
prioridade dada a outra produção.
A consulta frequente das ordens ajuda a evitar que produções paradas passem despercebidas.
Máquinas indisponíveis
Quando uma máquina fica parada, o impacto pode se espalhar pelas etapas seguintes.
Se determinado processo depende de um único equipamento e ele fica indisponível, toda a produção pode acumular naquele ponto.
Por isso, os registros devem permitir identificar:
-
qual máquina estava relacionada à operação;
-
quando a parada começou;
-
quanto tempo durou;
-
quais ordens foram afetadas;
-
quanto deixou de ser produzido no período.
Essas informações ajudam a dimensionar o impacto da indisponibilidade.
Falta de materiais
Outro motivo frequente para atrasos é a falta de materiais necessários para continuar a produção.
Uma Ordem de Produção pode estar liberada, mas não avançar porque determinado componente ainda não está disponível.
Nessa situação, o acompanhamento deve mostrar:
-
material faltante;
-
quantidade necessária;
-
etapa afetada;
-
ordem relacionada;
-
quantidade já disponível;
-
previsão de reposição, quando houver.
Ao relacionar esse tipo de ocorrência ao processo produtivo, a empresa consegue entender melhor por que determinada ordem ficou parada.
Acúmulo de produtos entre processos
O acúmulo entre etapas é um dos sinais mais claros de gargalo.
Imagine uma produção em que uma etapa consegue processar 500 unidades por dia, enquanto a próxima consegue trabalhar apenas 300.
Com o passar do tempo, haverá uma quantidade crescente de produtos aguardando processamento.
Esse desequilíbrio pode ser identificado comparando os apontamentos de cada etapa.
Por exemplo:
-
corte: 800 unidades concluídas;
-
costura: 650 unidades concluídas;
-
acabamento: 400 unidades concluídas.
Nesse caso, existe um volume maior aguardando as etapas posteriores.
Produção abaixo da quantidade planejada
Quando a quantidade realizada fica constantemente abaixo do planejado, é necessário entender o motivo.
Uma ordem pode ter previsão de 1.000 unidades, mas registrar apenas 700 dentro do período programado.
Essa diferença pode estar relacionada a vários fatores, por isso o ideal é analisar o contexto completo.
Alguns pontos importantes são:
-
tempo utilizado;
-
disponibilidade de materiais;
-
desempenho da etapa;
-
perdas registradas;
-
interrupções;
-
quantidade efetivamente apontada.
Essas informações ajudam a evitar análises baseadas somente no resultado final.
Comparação do desempenho entre etapas
Comparar o desempenho entre as etapas também ajuda a identificar onde o processo está perdendo ritmo.
Se uma parte da produção avança rapidamente e outra fica constantemente atrasada, é possível concentrar a análise naquele ponto específico.
A comparação pode considerar:
-
quantidade produzida;
-
tempo utilizado;
-
quantidade pendente;
-
perdas registradas;
-
frequência de atrasos;
-
volume acumulado entre processos.
Essa visão facilita a identificação dos pontos que mais interferem no fluxo da produção.
Como controlar perdas e refugos através dos apontamentos?
O controle de perdas e refugos depende de registros claros. Quando a empresa sabe quanto foi perdido, em qual etapa e por qual motivo, fica mais fácil analisar a origem dos problemas.
Sem esse acompanhamento, as perdas podem ficar misturadas à quantidade produzida e dificultar a leitura do resultado real da fabricação.
Registrar a quantidade perdida
Toda perda deve ser registrada separadamente da quantidade aprovada.
Por exemplo, uma operação pode processar 500 unidades, mas finalizar com:
-
470 unidades aprovadas;
-
20 unidades rejeitadas;
-
10 unidades descartadas.
Nesse caso, registrar apenas as 500 unidades processadas não representa corretamente o resultado.
A separação dessas quantidades oferece uma visão mais precisa da eficiência do processo.
Identificar o momento da ocorrência
Além da quantidade, é importante registrar quando a perda aconteceu.
Esse dado ajuda a relacionar o problema a uma etapa específica.
Se as perdas aparecem com frequência durante determinada operação, existe um indício de que o processo precisa ser analisado.
O registro pode considerar:
-
data;
-
horário;
-
etapa;
-
quantidade;
-
motivo informado.
Quanto mais claro for o registro, mais fácil será comparar ocorrências futuras.
Relacionar as perdas à Ordem de Produção
Toda perda deve estar ligada à Ordem de Produção correspondente.
Isso evita registros genéricos e permite calcular o impacto dentro de cada fabricação.
Por exemplo, se uma ordem previa 1.000 unidades e teve 50 perdas, essa informação pode ser utilizada na análise daquela produção específica.
Esse vínculo também facilita consultas posteriores.
Classificar os motivos das perdas
Sempre que possível, é útil classificar a causa do refugo ou descarte.
Entre os motivos podem estar:
-
defeito de matéria-prima;
-
erro de processo;
-
falha de equipamento;
-
medida incorreta;
-
dano durante movimentação;
-
problema de acabamento.
A classificação ajuda a identificar quais causas aparecem com maior frequência.
Comparar produção boa e descartada
A relação entre quantidade aprovada e quantidade perdida mostra de forma mais clara o resultado do processo.
Imagine uma produção com:
-
1.200 unidades processadas;
-
1.140 aprovadas;
-
60 refugadas.
Nesse cenário, os 60 refugos representam uma diferença importante que precisa ser acompanhada.
O objetivo é verificar se essas perdas são pontuais ou se estão se repetindo em determinadas etapas.
Acompanhar recorrências
Perdas isoladas podem acontecer por situações específicas. O problema maior surge quando o mesmo tipo de ocorrência aparece repetidamente.
Por isso, é importante acompanhar o histórico dos registros.
Se determinado motivo aparece em várias Ordens de Produção, ele merece uma análise mais detalhada.
Um Sistema de Controle de Produção facilita essa consulta ao manter os registros associados às ordens e etapas correspondentes.
Identificar processos que precisam de ajustes
Quando os registros mostram perdas recorrentes, atrasos constantes ou diferenças elevadas entre o planejado e o realizado, a empresa consegue direcionar melhor suas ações.
Pode ser necessário revisar:
-
sequência das etapas;
-
configuração de máquinas;
-
materiais utilizados;
-
método de execução;
-
tempo planejado;
-
distribuição das atividades.
O apontamento não elimina os problemas por si só, mas fornece dados para que a empresa identifique onde os desvios estão acontecendo e quais processos precisam de maior atenção.
Como melhorar a qualidade dos apontamentos da produção?
A qualidade dos apontamentos depende diretamente da forma como as informações são registradas no dia a dia. Não basta apenas anotar quanto foi produzido. É importante que os dados sejam claros, completos e feitos no momento adequado, para que realmente representem o que aconteceu no chão de fábrica.
Quando os registros são bem estruturados, a empresa consegue acompanhar melhor as Ordens de Produção, comparar o planejado com o realizado e identificar desvios com mais facilidade.
Um Sistema de Controle de Produção pode ajudar a organizar esse processo, padronizando as informações e concentrando os apontamentos em um único ambiente.
Definir quais informações precisam ser registradas
O primeiro passo é estabelecer quais dados realmente são importantes para acompanhar a produção.
Os registros podem incluir:
-
número da Ordem de Produção;
-
produto fabricado;
-
etapa realizada;
-
quantidade produzida;
-
quantidade perdida;
-
horário de início;
-
horário de término;
-
materiais utilizados;
-
observações sobre ocorrências.
Definir essas informações evita registros incompletos ou excessivamente diferentes entre operadores e setores.
Padronizar os lançamentos
A padronização facilita a leitura e a comparação dos dados.
Se cada colaborador registrar as informações de uma forma diferente, a análise pode se tornar confusa.
Por exemplo, uma pessoa pode registrar apenas “produção concluída”, enquanto outra informa quantidade, horário e perda. Nesse caso, os registros não possuem o mesmo nível de detalhamento.
O ideal é estabelecer um padrão mínimo para todos os lançamentos.
Isso pode envolver campos obrigatórios, descrições padronizadas e uma sequência definida para o preenchimento.
Evitar registros somente no final do dia
Um erro comum é deixar todos os apontamentos para o final do expediente.
Quanto maior o intervalo entre a atividade realizada e o registro, maior a possibilidade de esquecer detalhes importantes.
Informações como horários, quantidades intermediárias e ocorrências podem acabar sendo estimadas em vez de registradas com precisão.
Sempre que possível, os lançamentos devem acontecer durante ou logo após a execução da atividade.
Isso ajuda a manter as informações mais próximas da realidade.
Registrar ocorrências durante o processo
Além das quantidades produzidas, também é importante registrar situações que afetaram o andamento da fabricação.
Entre as ocorrências podem estar:
-
parada de máquina;
-
falta de material;
-
atraso em uma etapa;
-
retrabalho;
-
perda de produto;
-
mudança de prioridade;
-
interrupção da produção.
Esses registros ajudam a explicar por que determinada Ordem de Produção apresentou resultado diferente do planejado.
Sem essas informações, pode ser difícil entender posteriormente a origem de um atraso ou de uma redução na produtividade.
Manter as Ordens de Produção atualizadas
As Ordens de Produção devem refletir o andamento real das atividades.
Se uma etapa já foi concluída, essa informação precisa estar atualizada. O mesmo vale para quantidades produzidas, perdas e etapas ainda pendentes.
Manter essas informações corretas facilita a consulta dos responsáveis pela produção e reduz a necessidade de buscar confirmações diretamente no chão de fábrica.
Com um Sistema de Controle de Produção, os apontamentos podem alimentar o histórico da ordem, permitindo visualizar sua evolução ao longo do processo.
Revisar informações inconsistentes
Os registros também devem ser revisados quando apresentarem dados fora do esperado.
Alguns exemplos de inconsistências são:
-
quantidade produzida maior que a planejada sem justificativa;
-
horário de término anterior ao início;
-
perda registrada acima da quantidade processada;
-
apontamento duplicado;
-
etapa registrada incorretamente.
A identificação desses problemas evita que dados incorretos sejam utilizados em análises futuras.
O ideal é corrigir as inconsistências assim que forem identificadas.
Facilitar o acesso aos dados necessários
O apontamento precisa ser simples o suficiente para fazer parte da rotina.
Se o processo exigir muitas etapas, consultas ou preenchimentos desnecessários, existe maior chance de atrasos ou registros incompletos.
Por isso, as informações necessárias devem estar acessíveis durante a operação.
Quanto mais simples e organizado for o processo, maior tende a ser a consistência dos registros.
Exemplo prático de apontamento da produção
Um exemplo ajuda a entender como os apontamentos funcionam na prática.
Imagine que uma empresa tenha uma Ordem de Produção programada para fabricar 500 unidades de determinado produto.
A produção começa pela manhã, e os registros são feitos conforme as atividades avançam.
No primeiro período, são produzidas 200 unidades.
O primeiro apontamento pode registrar:
-
quantidade planejada: 500 unidades;
-
quantidade realizada: 200 unidades;
-
situação: produção em andamento.
Após esse registro, ainda restam 300 unidades para atingir a quantidade programada.
Segundo apontamento da produção
Durante o próximo período, mais 250 unidades são processadas.
O novo apontamento registra essa quantidade.
Agora, os dados acumulados mostram:
-
quantidade planejada: 500 unidades;
-
quantidade processada: 450 unidades;
-
quantidade restante: 50 unidades.
Nesse momento, a produção está próxima da meta estabelecida.
Registro das perdas
Durante a fabricação, são identificadas 15 unidades que não podem ser aprovadas.
Essas perdas precisam ser registradas separadamente.
O apontamento pode indicar:
-
450 unidades processadas;
-
15 unidades perdidas;
-
435 unidades aprovadas até aquele momento.
Essa separação é importante porque quantidade processada e quantidade aprovada não representam necessariamente o mesmo resultado.
Finalização da produção
Ao final do período, a empresa registra 450 unidades aprovadas.
A Ordem de Produção previa 500 unidades.
A comparação mostra:
-
quantidade planejada: 500 unidades;
-
quantidade aprovada: 450 unidades;
-
quantidade faltante: 50 unidades.
Esse resultado indica que a ordem ainda não foi totalmente concluída.
Comparação entre planejado e realizado
O Sistema de Controle de Produção pode apresentar essa diferença de forma organizada, permitindo que os responsáveis visualizem rapidamente o saldo pendente.
Nesse exemplo, o acompanhamento mostra que ainda precisam ser produzidas 50 unidades aprovadas para atingir a quantidade inicialmente planejada.
Além disso, os registros também demonstram que houve perda durante o processo.
Reprogramação da quantidade restante
Com base nos apontamentos, a empresa consegue planejar a continuidade da ordem.
As 50 unidades pendentes podem ser programadas para o próximo período, considerando a capacidade disponível e as demais produções em andamento.
Esse exemplo mostra como os apontamentos ajudam a transformar o que acontece no chão de fábrica em informações práticas para acompanhamento.
Em vez de descobrir somente no final que a quantidade planejada não foi atingida, a empresa consegue visualizar a evolução da produção, as perdas registradas e o saldo restante durante o próprio processo.
Quais indicadores podem ser acompanhados?
Os indicadores de produção ajudam a transformar os apontamentos do dia a dia em informações mais fáceis de analisar. Eles permitem entender se a fábrica está produzindo conforme o planejamento, onde estão os principais desvios e quais etapas precisam de maior atenção.
Quando os registros são realizados corretamente, um Sistema de Controle de Produção pode reunir esses dados e facilitar a consulta do desempenho das Ordens de Produção.
Quantidade produzida
A quantidade produzida mostra quanto foi efetivamente fabricado dentro de determinado período, ordem ou etapa.
Esse indicador pode ser analisado por:
-
dia;
-
turno;
-
Ordem de Produção;
-
produto;
-
etapa produtiva;
-
período específico.
A comparação dessas informações ajuda a entender se o ritmo da produção está dentro do esperado.
Por exemplo, se uma empresa planejou produzir 800 unidades durante o dia e registrou 720, existe uma diferença de 80 unidades que precisa ser analisada.
Produção planejada x realizada
A comparação entre planejado e realizado é uma das formas mais diretas de avaliar o andamento da produção.
Ela permite verificar:
-
quantidade prevista;
-
quantidade realmente produzida;
-
saldo restante;
-
diferença percentual;
-
prazo esperado;
-
prazo realizado.
Esse acompanhamento ajuda a identificar desvios antes que eles se tornem atrasos maiores.
Se uma ordem prevê 1.000 unidades e apenas 600 foram produzidas até determinado momento, os responsáveis conseguem visualizar que ainda existem 400 unidades pendentes.
Tempo médio de fabricação
O tempo médio mostra quanto determinada atividade costuma levar para ser concluída.
Esse indicador pode ser analisado por produto, etapa ou Ordem de Produção.
Imagine que uma operação normalmente seja concluída em três horas, mas comece a apresentar média de cinco horas. Essa diferença pode indicar que houve alguma mudança no processo.
Entre os possíveis motivos estão:
-
aumento da complexidade;
-
interrupções;
-
baixa disponibilidade de equipamentos;
-
falta de materiais;
-
retrabalho;
-
acúmulo entre etapas.
O acompanhamento do tempo ajuda a identificar essas alterações.
Índice de perdas
As perdas mostram quanto da produção não resultou em unidades aprovadas.
Esse indicador pode considerar:
-
refugos;
-
descartes;
-
retrabalho;
-
materiais desperdiçados;
-
unidades rejeitadas.
Por exemplo, se foram produzidas 1.000 unidades e 50 foram descartadas, a empresa consegue identificar quanto desse volume não foi aproveitado.
Mais importante do que analisar uma ocorrência isolada é acompanhar a frequência das perdas.
Se determinado tipo de problema se repete em várias ordens, existe um sinal de que o processo precisa de maior atenção.
Ordens concluídas
A quantidade de Ordens de Produção concluídas ajuda a acompanhar o fluxo de execução.
Esse indicador pode mostrar quantas ordens foram finalizadas em determinado período e se os prazos previstos foram cumpridos.
Também é possível separar as ordens em situações diferentes, como:
-
concluídas dentro do prazo;
-
concluídas com atraso;
-
parcialmente finalizadas;
-
aguardando fechamento.
Essa informação ajuda a entender como a programação está sendo executada.
Ordens em andamento
As ordens em andamento mostram o volume de produção que ainda está sendo executado.
É importante acompanhar não apenas quantas ordens estão abertas, mas também em qual etapa cada uma se encontra.
Uma empresa pode ter dez ordens em andamento, porém cinco delas podem estar concentradas na mesma etapa.
Esse tipo de informação pode indicar um possível acúmulo no processo.
Ordens atrasadas
O acompanhamento das ordens atrasadas ajuda a identificar quais produções ultrapassaram o prazo planejado.
Além da quantidade de ordens atrasadas, é importante observar:
-
há quanto tempo estão atrasadas;
-
qual etapa provocou o desvio;
-
quais materiais estavam envolvidos;
-
se houve parada de equipamento;
-
qual quantidade ainda está pendente.
Essas informações ajudam a entender o motivo do atraso e direcionar ações para evitar novas ocorrências.
Tempo utilizado em cada etapa
O tempo por etapa ajuda a identificar quais partes do processo consomem mais recursos.
Por exemplo, uma produção pode apresentar:
-
preparação: 1 hora;
-
corte: 2 horas;
-
montagem: 4 horas;
-
acabamento: 3 horas.
Ao comparar esses tempos com os valores planejados, é possível perceber quais operações estão demorando mais do que deveriam.
Esse acompanhamento também facilita a identificação de gargalos.
Quando uma etapa apresenta atrasos recorrentes, ela pode estar limitando o ritmo de todo o processo produtivo.
Como escolher um Sistema de Controle de Produção para melhorar os apontamentos?
A escolha deve começar pela rotina real da fábrica. Antes de avaliar funcionalidades, é importante entender como o processo produtivo funciona, quais informações precisam ser registradas e quais dificuldades existem atualmente.
O objetivo é escolher uma solução que ajude a organizar os apontamentos sem tornar a operação mais complexa.
Mapear as etapas produtivas
O primeiro passo é identificar todas as etapas envolvidas na fabricação.
Esse mapeamento pode incluir:
-
recebimento de materiais;
-
preparação;
-
transformação;
-
montagem;
-
acabamento;
-
inspeção;
-
embalagem;
-
finalização.
Com esse fluxo definido, fica mais fácil entender quais pontos precisam de acompanhamento.
Verificar o controle de Ordens de Produção
A solução escolhida deve permitir organizar as Ordens de Produção com clareza.
É importante verificar se é possível acompanhar informações como:
-
produto;
-
quantidade planejada;
-
prazo;
-
etapa atual;
-
quantidade produzida;
-
saldo restante;
-
situação da ordem.
Esses dados ajudam a manter o processo produtivo organizado desde o planejamento até a conclusão.
Conferir a facilidade para realizar apontamentos
Os apontamentos fazem parte da rotina do chão de fábrica, por isso o processo precisa ser simples.
Se o registro for demorado ou exigir muitos passos, aumenta o risco de lançamentos atrasados ou incompletos.
O ideal é que os responsáveis consigam registrar rapidamente:
-
início da operação;
-
quantidade produzida;
-
perdas;
-
término da atividade;
-
ocorrência identificada.
Quanto mais simples for o processo, maior tende a ser a frequência e a qualidade dos registros.
Avaliar o controle de materiais e perdas
Também é importante verificar como a solução acompanha materiais utilizados e perdas registradas.
Um Sistema de Controle de Produção pode ajudar a relacionar essas informações às respectivas Ordens de Produção.
Isso facilita a análise do consumo e dos desperdícios.
É interessante que seja possível verificar:
-
material utilizado;
-
quantidade consumida;
-
perda registrada;
-
etapa em que ocorreu;
-
ordem relacionada.
Verificar o acompanhamento planejado x realizado
Outro ponto importante é a possibilidade de comparar o que foi programado com aquilo que realmente aconteceu.
Essa comparação deve envolver, sempre que possível:
-
quantidade;
-
prazo;
-
tempo de produção;
-
perdas;
-
etapas concluídas.
Esse recurso facilita a identificação de desvios.
Analisar os indicadores disponíveis
Os indicadores ajudam a transformar os registros em informações mais úteis para acompanhamento.
Entre os dados que podem ser importantes estão:
-
quantidade produzida;
-
ordens concluídas;
-
ordens em andamento;
-
ordens atrasadas;
-
perdas;
-
tempo por etapa;
-
planejado x realizado.
O ideal é escolher os indicadores que realmente façam sentido para a rotina da empresa.
Buscar facilidade para consultar o andamento da produção
Além de registrar informações, é importante conseguir consultá-las rapidamente.
A solução deve permitir visualizar a situação das ordens sem precisar reunir dados de vários locais.
Uma consulta eficiente deve ajudar a responder perguntas como:
-
o que está sendo produzido agora?
-
quais ordens estão atrasadas?
-
quanto já foi produzido?
-
quanto ainda falta?
-
qual etapa está em andamento?
-
existem perdas registradas?
Essas respostas ajudam a acompanhar a produção de forma mais organizada.
Escolher uma solução compatível com a rotina e o volume produtivo
Nem toda fábrica possui o mesmo processo.
Uma empresa com poucas Ordens de Produção pode ter necessidades diferentes de outra que trabalha com dezenas de ordens simultaneamente.
Por isso, a escolha deve considerar:
-
quantidade de produtos;
-
número de etapas;
-
volume produzido;
-
frequência dos apontamentos;
-
quantidade de ordens;
-
necessidade de acompanhamento;
-
nível de detalhamento desejado.
O mais importante é que a solução se adapte à rotina da produção e facilite o registro das informações sem criar etapas desnecessárias.
Transforme apontamentos em informações para sua fábrica
Acompanhe o que foi planejado, o que já foi produzido e quais etapas precisam de atenção.
Veja como melhorar o controle da produção
Perguntas frequentes
O que é apontamento da produção?
É o registro das atividades realizadas durante a fabricação, como quantidades produzidas, perdas, tempos e etapas executadas.
Quais informações devem ser registradas nos apontamentos?
Ordem de Produção, produto, etapa, quantidade planejada e realizada, perdas, materiais utilizados e tempo de execução.
Como identificar gargalos na produção?
É possível observar etapas demoradas, ordens paradas, acúmulos entre processos e produção abaixo do planejado.
Por que comparar o planejado com o realizado?
Essa comparação ajuda a identificar atrasos, diferenças de quantidade e desvios de tempo durante a fabricação.
Como um Sistema de Controle de Produção ajuda nos apontamentos?
Ele centraliza informações, padroniza registros e facilita o acompanhamento das Ordens de Produção e dos resultados obtidos.